Apesar das recentes descoberta que os ácidos gordos Ómega-3 poderiam aliviar os sintomas depressivos, ainda não há provas suficientes para dizer se tratamentos com suplementos alimentares Ómega-3 são eficazes em pessoas com transtorno bipolar, de acordo com uma recente revisão aos estudos.
No entanto, os ácidos gordos Ómega-3 merecem um estudo mais aprofundado, uma vez que não demonstram ter efeitos secundários graves e especialistas recomendam a ingestão de um suplemento para pessoas com doença cardíaca e algumas doenças imunológicas, como afirmaram os Paul Montgomery e Alex Richardson, ambos professores da Universidade de Oxford.
Montgomery e Richardson analisaram cinco estudos sobre os efeitos dos suplementos de ómega-3 em pacientes com transtorno bipolar, mas apenas um estudo de 75 pacientes ofereceu dados suficientes para os investigadores aprofundarem. Os doentes no estudo que ingeriram o suplemento apresentaram menos sintomas de depressão grave, mas o ómega-3 não reduziu ou alterou as manifestações de euforia. Os pacientes com transtorno bipolar alternavam entre períodos de euforia e depressão.
A revisão deste estudo aparece na última edição do “The Cochrane Library”, uma publicação da Cochrane Collaboration, uma organização internacional que avalia a investigação médica.
Montgomery afirmou que a revisão torna claro que não há ainda provas suficientes para determinar como o Ómega-3 afecta o transtorno bipolar, e que as provas existentes actualmente são bastante variadas e por vezes de natureza questionável.
Apesar disso, um número crescente de estudos têm sugerido que os ácidos gordos Ómega-3 podem ser benéficos para outras doenças do foro psicológico como a depressão clínica, distúrbios de personalidade e mesmo esquizofrenia.
Fonte: Science Daily
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