Pessoas com níveis baixos de vitamina D podem enfrentar um risco acrescido de contrair a doença arterial periférica (DAP), de acordo com investigadores da Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade de Yeshiva. Os cientistas divulgaram as suas descobertas na Conferência Anual de 2008 da Associação Americana de Arteriosclerose, Trombose e Biologia Vascular.
A DAP é uma doença comum que ocorre quando as artérias nas pernas tornam-se estreitas devido a depósitos de gorduras, causando dor e entorpecimento, chegando mesmo a causar o impedimento para andar. A DAP afecta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo mesmo uma causa de morte e de doença significativa.
Pode-se obter vitamina D através de exposição solar, ingerindo alimentos (como peixe ou lactícinios fortificados que contenham esta vitamina) ou através de suplementos alimentares. Níveis adequados de vitamina D são fundamentais para a saúde óssea, mas os cientistas estão agora a começar a compreender melhor a ligação entre a vitamina D e as doenças cardiovasculares.
“Sabemos que em ratos de laboratório, a vitamina D regula uam das hormonas que afecta a pressão sanguínea,” afirmou o Dr. Michal Melamed, cientista chefe do estudo e professor assistente no Departamento de Medicina e Epidemiologia & Saúde da População na Faculdade Albert Einestein. “Como as células nos vasos sanguíneos têm receptores para a vitamina D, isso prova que a vitamina D pode afectar directamente os vasos, apesar de esta afirmação não estar ainda plenamente comprovada.”
Para comprovar que a vitamina D afecta a DAP, o Dr. Melamed e outros estudiosos analisaram dados de uma fonte americana de estudos de mercado com informação sobre os níveis de vitamina D em 4,839 americanos adultos. Foram ainda medidos outros factores de risco para a DAP, como o colesterol, pressão sanguínea ou diabetes.
Os investigadores descobriram que os níveis mais altos de vitamina D estão associados com uma menor presença de DAP. Entre os indivíduos com os maiores níveis de vitamina D – mais de 29.2 nanogramas por milímetro (ng/ml) – apenas 3,7% tinha DAP. Entre os que tinham menores níveis de vitamina D – menos de 17.8 ng/ml – mais de 8.1% tinha DAP.
Quando os investigadores relacionaram a idade, sexo, raça com problemas de saúde, descobriram que a DAP era 64% mais comum em grupos com menores níveis de vitamina D, quando comparados com outros grupos com níveis superiores. Para cada 10 ng/ml de redução de vitamina D, o risco de DAP subia 29%.
Embora estas descobertas possam sugerir a importância da vitamina D na prevenção de DAP, o Dr. Melamed lembra que isso não significa necessariamente que a vitamina D possa ser o único factor que mereça os créditos. É possível, afirma, que os níveis de vitamina D sejam um marcador para outras práticas saudáveis, como uma alimentação saudável. Lembra também que estabelecer uma relação directa entre a vitamina D e a prevenção de DAP vai implicar um estudo aprofundado de laboratório, em que um grupo de pessoas irá receber vitamina D e outro grupo será privado da vitamina.
Fonte: Medical News Today
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