Os pacotes pequenos enganam o consumidor a comer mais e a ingerir mais calorias!

 

Se julga que comprar “junk food” em pacotes pequenos vai ajudá-la a comer em menor quantidade, tome cuidado – os publicitários sabem como enganá-la.

Dois novos estudos de mercado descobriram que algumas pessoas tendem a consumir mais calorias quando as parcelas e quantidades de comida são mais pequenas. E por incrível que pareça, para alguns, é mesmo por confundirem os pacotes de tamanho pequeno com alimentos de dieta. Para outros, é apenas a tentação dos “pequenos pecados”.

Os fabricantes estão a liberar cada vez mais produtos em pacotes pequenos. E nos últimos anos, diversos produtos de grandes marcas, desde as batatas fritas, snacks, a bolinhos e doces, foram para o mercado em pacotes pequenos e publicitados como tendo apenas 100 calorias. As vendas provam que esta técnica publicitária é uma fórmula de sucesso.

A estratégia pode parecer contraproducente, porque em muitos estudos passados, as pessoas tendem a consumir mais quando têm mais à sua disposição. Num estudo realizado em 2005, por exemplo, as pessoas a que foram oferecidas sanduíches de 20 centímetros comeram mais do que aquelas a que foram oferecidas sanduíches menores. Não existia limite de quantidade.

Mas um estudo recente, conduzido por Rita Coelho do Vale da Universidade Técnica de Lisboa, leva a crer que os pacotes mais pequenos de alimentos pode ajudar a controlar e enganar o “consumo hedônico e tentador”, o que leva a um aumento da ingestão de alimentos. Os pacotes grandes, por outro lado, leva a sentimentos de culpa e de gula. Os participantes assistiram a episódios de “Friens” e foi-lhes dito que o estudo era sobre a visualização de anúncios e comerciais. Pacotes de batatas fritas, pipocas e outros alimentos – de diferentes tamanhos, é claro – foram introduzidos no teste.

Resultado: Os pacotes mais pequenos são mais prováveis de cair em tentação. “Porque são considerados prazeres inocentes, podem ser encarados como pecados sem importância,” concluem os investigadores.

Num outro estudo recente, maura L. Scott da Universidade de Kentucky e colegas da Universidade do Arizona avaliaram as percepções e hábitos de consumo dos pacotes regulares e “minis” de M&Ms.

Os participantes foram classificados em dois grupos: comedores contidos e comedores desenfreados. Estranhamente, os comedores contidos – com hábitos de dieta e de alimentação saudável – tenderam a consumir mais calorias das mini embalagens dos que os comedores desenfreados.

“Enquanto que os comedores contidos foram atraídos por alimentos em pacotes reduzidos,  presumivelmente por julgarem que estes produtos estão pensados para ajudar os consumidores nas suas dietas, a nossa pesquisa mostra que consumiram na realidade mais calorias através destes pacotes miniatura do que consumiriam em pacotes normais,” dizem os investigadores.

Ambos os estudos podem ser encontrados em maior detalhe no Journal of Consumer Research.

Fonte: ScienceDaily

 

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